15/09/2010

AMBIENTE

O maior lixão do mundo

Mancha gigantesca de detritos plásticos ameaça a vida marinha no Oceano Pacífico.
Da Redação da Revista Cyan


Uma colossal sopa de detritos existente no Oceano Pacífico, composta de lixo que foi parar no mar, cobre hoje uma área equivalente a duas vezes o território brasileiro e não para de aumentar. Em alguns trechos, ela chega a ter quase mil quilômetros de extensão e vários metros de profundidade.

Chamado de Grande Mancha de Lixo do Pacífico Norte, o aglomerado de sujeira na verdade é composto de duas grandes manchas, uma a oeste e outra a leste. Nos dois casos, o que reúne os detritos, em vez de deixá-los dispersos pelo oceano, são correntes marítimas que ali adquirem um movimento circular e aprisionam em seu gigantesco redemoinho tudo o que flutua.

Alguns pesquisadores calculam que haja mais de 100 milhões de toneladas de detritos circulando na mancha. Estima-se que um quinto dessa sujeira vem de barcos e plataformas petrolíferas. O restante é lixo produzido em terra e arrastado para o mar através dos rios.

A mancha foi descoberta em 1997, por acaso, por Charles Moore, oceanógrafo e velejador americano que disputava uma regata e se viu rodeado por lixo até onde a vista alcançava. "Durante uma semana, toda vez que eu ia ao convés havia lixo flutuando ao redor do barco. Fiquei surpreso, pois estava a milhares de quilômetros da terra firme", disse Moore, em uma entrevista.

O lixo plástico é uma grande ameaça à vida marinha. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, detritos plásticos matam mais de um milhão de aves marinhas e mais de 100 mil mamíferos marinhos, como baleias, golfinhos e focas. Normalmente, os animais morrem após confundir os objetos com comida e ingeri-los.

O problema é que o plástico presente nos oceanos não é biodegradável, ou seja, não é consumido por micro-organismos e não entra na cadeia alimentar. Na natureza, o único agente que decompõe suas moléculas é a luz do sol. No mar, no entanto, esse processo se estende por mais tempo, porque a água filtra os raios ultravioleta.

 

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  • 27.10.2010
  • 16h11
  • Larissa
  • Muito interessante o artigo!E preocupante também! Quando o homem vai parar de achar que o mar e o resto da natureza é lugar de depósito de lixo?? Acho legal essa informação circular bastante! Será que não existem meios de recolher esse lixo, mesmo que aos poucos?? assim evitaríamos muitas mortes marinhas, tenho certeza.

Vista aérea do córrego do Crispim, feita a partir do balão do WWF-Brasil
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
A expedição visitou o início do córrego Crispim, a poucos metros da nascente, onde a água nasce límpida
Integrantes da expedição recebem informações de técnico da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) sobre a nascente do Crispim e sobre a captação de água no local
Os incêndios são frequentes no entorno do córrego do Crispim, degradando a vegetação que protege o curso de água.
Travessia do córrego, rumo à foz.
Por falta de segurança e contaminação das águas, a população local deixou de frequentar as belas cachoeiras que se formam na foz do córrego Crispim, onde ele se junta ao córrego Alagados
Incêndios florestais são comuns à beira do córrego: um problema que o Projeto Bacias buscará minimizar.
Integrantes da expedição caminham rumo à foz do Crispim.