30/05/2012

TECNOLOGIA

Criação de peixes na Europa é maior do que se pensava

Dados sobre a atividade pesqueira em cativeiro foram revelados pelo Google Earth


journal.pone.0030546.g001

Imagem de satélite mostra a localização de viveiros de peixes no mar Mediterrâneo

 

Pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, estão usando uma ferramenta tecnológica para aferir o uso do oceano. Utilizando imagens de satélite do Google Earth, eles quantificaram o número de tanques para criação de peixes na costa do mar Mediterrâneo e chegaram à conclusão de que o número é maior do que o informado pelas autoridades.
Segundo os cientistas, que publicaram os resultados do estudo na revista PLoS ONE, existem 20.976 tanques para salmões e 248 para atuns na costa mediterrânea. Eles calcularam que a produção nesses reservatórios é de 225,7 mil toneladas de peixe por ano.
Cerca de metade dos viveiros encontra-se na costa grega e um terço na costa turca. Os dados encontrados pelos pesquisadores são superiores aos informados pelas autoridades dos 16 países mediterrâneos da Europa, mas a discrepância não é significativa.
Os cientistas escolheram fazer o estudo na costa do mar Mediterrâneo porque as informações sobre o cultivo de peixes em tanques na região são acuradas e a cobertura por satélite é considerada excelente.
"(Nosso estudo) mostra a promessa do Google Earth para a coleta e verificação de dados, o que significa que alguns cientistas treinados podem usar um programa disponível gratuitamente para checar dados de governos e de outras instituições de grande porte", afirmou Jennifer Jacquet, uma dos autoras do estudo ao site Seafood Source.

 

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Vista aérea do córrego do Crispim, feita a partir do balão do WWF-Brasil
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
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Os incêndios são frequentes no entorno do córrego do Crispim, degradando a vegetação que protege o curso de água.
Travessia do córrego, rumo à foz.
Por falta de segurança e contaminação das águas, a população local deixou de frequentar as belas cachoeiras que se formam na foz do córrego Crispim, onde ele se junta ao córrego Alagados
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Integrantes da expedição caminham rumo à foz do Crispim.