06/12/2010

TECNOLOGIA

Bicicleta “movida a água”

Modelo usa cartuchos de um material que, ao reagir com o líquido, produz energia para um motor elétrico
Da Redação da Revista Cyan


Bike_500
A novidade não é a bicicleta, mas a célula de combustível que usa materiais facilmente
encontrados e produz resíduos que podem ser aproveitados

O segredo da bicicleta está no silicieto de sódio, um pó químico feito a partir de substâncias facilmente encontradas e que, após ser utilizado, se transforma em silicato de sódio, um composto ambientalmente inofensivo, facilmente aproveitado na produção de cimento, alimentos ou madeira.

A característica mais surpreendente do pó químico é sua capacidade de estocar energia por quilo. Segundo a empresa nova-iorquina Signa Chemestry, fabricante do novo composto, cada quilo de silicieto de sódio produz até mil watts/hora, contra uma média de 65 watts/hora por quilo das baterias tradicionalmente utilizadas nas bicicletas elétricas. Com isso, um cartucho de cerca de 680 gramas permite uma autonomia de quase 100 quilômetros, contra 30 a 40 quilômetros das outras bicicletas elétricas, movidas por baterias tradicionais. Se sobrar energia, ela fica armazenada em baterias até a próxima viagem.

O lado ruim está na hora de recarregar. No caso das baterias comuns, qualquer tomada serve como "posto de combustível". Nas bikes movidas pelo novo composto, o combustível extra tem que ser carregado pelo próprio ciclista, pelo menos até que a tecnologia se torne popular e se possa encontrá-lo em qualquer comércio de beira de estrada.

As bicicletas na verdade são apenas um projeto-piloto para o uso da nova tecnologia, que pode ser utilizada, no futuro, em meios de transporte mais robustos. Além da abundância dos materiais originais e dos resíduos inofensivos, o silicieto de sódio tem a vantagem de ser seguro.

Ao entrar em contato com a água, que pode ser água poluída ou mesmo urina, o composto libera gás de hidrogênio, esta sim a substância utilizada para produzir eletricidade. Na célula de combustível desenvolvida pela Signa, esse hidrogênio é liberado a uma pressão relativamente baixa, equivalente à metade da pressão em uma garrafa de refrigerante. Além disso, o composto não reage com o oxigênio e, no contato com a umidade do ar, reage lentamente.

Crédito foto: Pedego Electric Bikes

 

Deixe aqui seu comentário enviar |
Vista aérea do córrego do Crispim, feita a partir do balão do WWF-Brasil
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
A expedição visitou o início do córrego Crispim, a poucos metros da nascente, onde a água nasce límpida
Integrantes da expedição recebem informações de técnico da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) sobre a nascente do Crispim e sobre a captação de água no local
Os incêndios são frequentes no entorno do córrego do Crispim, degradando a vegetação que protege o curso de água.
Travessia do córrego, rumo à foz.
Por falta de segurança e contaminação das águas, a população local deixou de frequentar as belas cachoeiras que se formam na foz do córrego Crispim, onde ele se junta ao córrego Alagados
Incêndios florestais são comuns à beira do córrego: um problema que o Projeto Bacias buscará minimizar.
Integrantes da expedição caminham rumo à foz do Crispim.