23/05/2012
SAÚDE
São Paulo registra maior número de casos de leptospirose do país
Ratos são os principais transmissores da doença e o número de casos aumenta na estação das chuvas por causa das enchentes e inundações
Da Redação da Revista Cyan
Professora de biologia mostra em
vídeo como a leptospirose é transmitida ao homem
Infecção potencialmente grave, a leptospirose é
causada por uma bactéria do gênero Leptospira, transmitida por
animais de diferentes espécies, como roedores, suínos, caninos,
bovinos, para os seres humanos. No Brasil, os ratos são os
principais transmissores da doença, que aumenta na estação das
chuvas por causa das enchentes e inundações.
Presente nos esgotos e bueiros, a urina dos animais
mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato
pode infectar-se. A bactéria penetra no corpo pela pele ou mucosas,
principalmente por arranhões ou ferimentos. Infelizmente, o risco
não desaparece depois que o nível das águas baixa, pois a bactéria
continua ativa nos resíduos úmidos durante bastante tempo. Caso não
seja diagnosticada a tempo, a doença pode levar à morte.
Dados dos Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no
Brasil (IDB) mostraram que os casos da doença quase dobraram na
cidade de São Paulo no espaço de um ano. A capital paulista também
é a cidade com o maior número de ocorrências da infecção no Brasil,
como mostrou
reportagem do Jornal da Tarde.
De acordo com o levantamento, em 2009, os casos de
leptospirose chegaram a 303 na capital, quase o dobro das 178
ocorrências registradas em 2008. No Estado, nesse mesmo período, o
número passou de 585 para 820. O avanço da doença no Brasil foi
menor do que em São Paulo: as notificações saltaram de 3.549 para
3.878 de 2008 para 2009.
Os números preliminares do Ministério da Saúde reforçam a tendência
de aumento de casos para o Estado em 2010: a previsão é de que
tenham existido 845 infecções entre os paulistas (os números
daquele ano ainda não foram fechados).
Sintomas e
tratamento
Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor
de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas.
Vômitos, diarréia e tosse também ocorrer. Nas formas graves,
geralmente aparece icterícia (pele e olhos amarelos), sangramento e
alterações urinárias. O período de incubação da doença pode
variar de 1 a 30 dias, geralmente ocorre entre 7 a 14 dias após
contato com as enchentes.
O uso de medicamentos e outras medidas são indicados de acordo com
os sintomas. Os casos leves são tratados em ambulatório, mas para
os casos graves é necessária a internação. A automedicação não é
indicada, pois pode agravar a doença.