04/06/2012
CULTURA
Livro de fotografia retrata presença da água no planeta
A história do bem mais precioso do planeta é registrada em 130 fotografias e 200 páginas de “Água: conservação e cultura”
Fotógrafo Adriano Gambarini relata
em making of sua experiência na edição do livro bilíngue
Após viajar por vários locais do planeta, o fotógrafo
Adriano Gambarini sentiu a necessidade de compartilhar com outras
pessoas paisagens vistas pelos seus olhos e captadas pelas suas
lentes.
Ao abrir seu arquivo com mais de 100 mil fotografias,
clicadas em 20 anos de carreira, Gambarini percebeu que a água é um
elemento unificador de praticamente todas elas. Assim, nasceu
"Água: conservação e cultura", lançado pela Editora Cultura Sub, dedicada
a obras de aspectos ambientais.
O livro, assinada também pela jornalista Laís Duarte,
reúne 130 fotos produzidas em 18 países. Os registros incluem
paisagens da Antártica e Patagônia, mostram dos mares gelados da
Escandinávia até os rios subterrâneos das cavernas brasileiras. As
plantações de arroz do Laos, as gigantescas dunas de Gobi, a
fartura tropical da Floresta Amazônica e a realidade árida do
sertão baiano também foram captadas pelo fotógrafo, que atua na
National Geographic Brasil.
A edição de 200 páginas é bilíngue e explora dados
históricos e geofísicos do elemento mais precioso de nosso planeta.
"O mundo depende da água. Eu acho o livro um grande objeto de
troca entre as pessoas", comenta Gambarini no making of que divulga
o livro. "A vida é feita de água. E ela é um recurso natural
esgotável. O que a humanidade tem feito na água, nada mais é do que
esgotar a própria vida e isso é muito sério", completa o
fotógrafo.
"Simples e complexa, a água é um insumo indispensável
para seres vivos e indústria, sendo essencial para a criação e
manutenção da vida. O livro é mais um alerta, levando em
consideração que este é um bem que não é um recurso infindável",
observa Giangiacomo Gallizioli, gerente geral da Veolia Water Brasil,
patrocinador do livro por meio da Lei Rouanet IR Cultura.
Além de registrar as belezas proporcionadas pele
recurso mundo afora, o livro ainda faz ainda uma alerta sobre a
disparidade do seu consumo nos países - enquanto um habitante
dos Estados Unidos utiliza quase 600 litros por dia, os brasileiros
consomem menos 200 litros. Já certos habitantes da África têm no
máximo seis litros por dia à disposição.
Adriano Gambarini e Laís Duarte são autores também dos
livros "Serra da Canastra" (2007) e "Serra da Canastra Diversidade
Infinita" (2011). Ficou curioso para ver as fotografias do livro,
caro leitor? Você consegue folhear algumas páginas neste
link.