20/10/2011

CONSUMO CONSCIENTE

Maracanã será o primeiro estádio “verde” do país

Arena, em reforma para a Copa do Mundo, fará reaproveitamento de água e terá sistema para redução do gasto de energia
Da Redação da Revista Cyan


maracana

Vista aérea do Maracanã, antes da reforma para a Copa de 2014.

Principal palco do futebol brasileiro, o Maracanã, no Rio de Janeiro, está passando por uma grande reforma para abrigar os jogos do Mundial, inclusive a final do torneio. Isso, tudo mundo já sabe. Mas, o que pouca gente ouviu falar é que a arena irá se tornar uma referência em termos de sustentabilidade.

O estádio contará com uma tecnologia de reaproveitamento de água de chuva, que será coletada na cobertura e empregada para irrigação do gramado e uso nos banheiros. Estima-se que a economia na rega da grama será de 50%. Os banheiros contarão com torneiras inteligentes, com fechamento automático, e descargas ecológicas.

No total, o novo Maracanã deverá reduzir o consumo de água em 30%.
Outra novidade é a instalação de um moderno sistema de iluminação, dotado de lâmpadas de LED, econômicas e de elevada vida útil. A medida vai diminuir em 8% o consumo de energia da arena.

Além da eficiência energética e do uso racional de recursos hídricos, o estádio está minimizando a extração de recursos naturais (como pedra, areia, etc)  ao reutilizar o entulho gerado na obra. Setenta e cinco por cento do material de demolição estão sendo triturados e reaproveitados na própria construção.

Com todas essas soluções, o Maracanã deverá receber acertificação ambiental e tornar-se o primeiro estádio brasileiro ecologicamente correto.

 

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Vista aérea do córrego do Crispim, feita a partir do balão do WWF-Brasil
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
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A expedição visitou o início do córrego Crispim, a poucos metros da nascente, onde a água nasce límpida
Integrantes da expedição recebem informações de técnico da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) sobre a nascente do Crispim e sobre a captação de água no local
Os incêndios são frequentes no entorno do córrego do Crispim, degradando a vegetação que protege o curso de água.
Travessia do córrego, rumo à foz.
Por falta de segurança e contaminação das águas, a população local deixou de frequentar as belas cachoeiras que se formam na foz do córrego Crispim, onde ele se junta ao córrego Alagados
Incêndios florestais são comuns à beira do córrego: um problema que o Projeto Bacias buscará minimizar.
Integrantes da expedição caminham rumo à foz do Crispim.