24/01/2011

CONSUMO CONSCIENTE

Um edifício vivo

Prédio de São Paulo reutiliza água da chuva para irrigar plantas em suas “paredes verdes”
Da Redação da Revista Cyan


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Quem não conhece o funcionamento da tubulação externa do prédio, pensa que a água do
sistema de irrigação é apenas neblina

Quando se pensa em uso racional da água, o reaproveitamento da água da chuva é uma solução cada vez mais valorizada. Além de benéfica ao meio ambiente, reduz os custos de manutenção do imóvel.

Em São Paulo, um sistema peculiar foi implantado no edifício Harmonia 57, localizado na Vila Madalena, bairro de classe média da cidade. Quem passa em frente ao imóvel pensa que ele está envolto numa eterna neblina.

Ledo engano. Trata-se de um sistema de irrigação que reutiliza água da chuva para regar as plantas que nascem nas "paredes verdes" do prédio.

O projeto do edifício, idealizado pelo escritório de arquitetura Triptyque, foi premiado no ano passado no concurso promovido pelo Zumtobel Group Awards, da Áustria, que elege construções que contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

"Como um organismo vivo, o prédio respira, sua e se modifica, transcendendo sua inércia", destacam os autores do projeto.

Alugado para escritórios, o edifício é formado por dois blocos, ligados por uma passarela de metal situada acima de uma praça interna. Nas paredes externas, pode-se ver os canos do sistema hidráulico e de reutilização da água.

Exemplos como o do Harmonia 57 são cada vez mais comuns mundo afora. No Sudeste Asiático, os idealizadores do Museu de Cingapura criaram um sistema que coleta água da chuva no futurista telhado do prédio, minimizando os impactos da construção.

Solução parecida foi adotada pelo casal inglês que reformou esta residência do século XIX, ainda com tijolos vitorianos, e pelos donos de uma casa no meio de uma floresta australiana. Os dois imóveis contam com métodos eficientes de uso de energia e captação de água de chuva. O planeta agradece!

Crédito foto: Nelson Kon

 

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  • 29.01.2011
  • 13h40
  • RonigHom
  • Incrivel, esse sistema de reaproveitamento de agua, além disso, implantando sistemas de energia barata e natural, que a Natureza nos oferece ,como a eólica, solar, térmica do solo,etc!
    Transformariamos um prédio autonomo!

Vista aérea do córrego do Crispim, feita a partir do balão do WWF-Brasil
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
A expedição visitou o início do córrego Crispim, a poucos metros da nascente, onde a água nasce límpida
Integrantes da expedição recebem informações de técnico da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) sobre a nascente do Crispim e sobre a captação de água no local
Os incêndios são frequentes no entorno do córrego do Crispim, degradando a vegetação que protege o curso de água.
Travessia do córrego, rumo à foz.
Por falta de segurança e contaminação das águas, a população local deixou de frequentar as belas cachoeiras que se formam na foz do córrego Crispim, onde ele se junta ao córrego Alagados
Incêndios florestais são comuns à beira do córrego: um problema que o Projeto Bacias buscará minimizar.
Integrantes da expedição caminham rumo à foz do Crispim.