27/10/2010

CONSUMO CONSCIENTE

Eletrodoméstico fornece água a partir do ar

Condensadores do mercado captam umidade atmosférica, mas muitas vezes consomem eletricidade demais.
Da Redação da Revista Cyan


De tanto ouvir falar na crise mundial da água, muita gente já começa a se preparar para a grande escassez que imaginam estar por vir. Embora a crise seja uma realidade em muitas regiões, as soluções ainda precisam se provar viáveis, tanto econômica quanto ambientalmente. É o caso dos produtores domésticos de água, como são chamados alguns condensadores domésticos. Antes de optar por um aparelho desses, muitos cuidados são necessários.

É verdade que é possível captar a umidade do ar e transformá-la em água própria para consumo humano. Há no mercado diversos modelos capazes de cumprir essa tarefa. A maioria utiliza um processo semelhante, pelo qual o ar é bombeado ou sugado para uma câmara onde algum dispositivo elétrico, parecido com a tubulação de uma geladeira, reduz rapidamente a temperatura dessa mistura de gases. Como ocorre na serpentina de uma chopeira ou na face interior do para-brisa de um carro em dias úmidos, o vapor presente no ar se condensa na superfície fria. A água obtida é então filtrada várias vezes para a retirada de impurezas e armazenada para consumo. Em muitos modelos, o aparelho pode ser acoplado à rede de abastecimento de água da casa, para servir apenas como filtro quando necessário.

Mas para tirar água do ar é preciso que hajam condições atmosféricas propícias: umidade relativa do ar acima de 40%, altitude inferior a 1.300 metros e temperatura ambiente acima de 2o C. No Brasil, não é difícil obter tais condições, mas os limites trazem dificuldades. Por exemplo, no interior do País onde a umidade do ar chega a 10% nos meses mais secos, a máquina seria inútil justamente na época em que mais se necessita dela. Quanto melhores as condições, maior será a produtividade do aparelho pelo mesmo consumo de energia.

Energia é um assunto importante no que diz respeito aos produtores domésticos de água disponíveis no mercado. Se por um lado a retirada da água do ar elimina um importante impacto sobre os recursos hídricos, a maioria dos aparelhos disponíveis consome bastante eletricidade, com potência entre 300 W (equivalente a um computador de mesa) e 1.200 W (um home theater completo com uma TV de plasma e um console de game). Algumas empresas começam a pesquisar a adaptação dos aparelhos a energias alternativas, especialmente a solar, mas essas soluções não devem chegar tão cedo ao consumidor comum.

Por fim, é preciso dizer que os aparelhos produtores de água não satisfazem o consumo médio de uma família brasileira. A produção de água dos modelos domésticos, dependendo do modelo e das condições atmosféricas locais, varia entre 4 e 28 litros.

Segundo o site Tree Hugger, que fez uma avaliação dos aparelhos existentes no mercado americano, antes de escolher um aparelho vale a pena pensar em três aspectos:

1. Faça uma análise de custos. Sem pensar no ambiente, pense na relação custo-benefício, levando em consideração: o preço do aparelho e o custo mensal extra de energia, versus opções mais baratas como água engarrafada ou um bom filtro de água. Procure comparar o gasto de energia elétrica por litro fornecido pelo fabricante. Se possível, peça uma comprovação desses números ao vendedor.

2. Cheque as condições atmosféricas locais. Quanto mais próximas das condições descritas pelo fabricante, maior a produtividade.

3. Pense nas opções. Em muitos lugares do País, as companhias de saneamento oferecem água de boa qualidade e com pouca interrupção. Pense em um filtro.

 

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