11/06/2012

AMBIENTE

Sobre Rios e Córregos

Documentário mostra a situação dramática dos cursos d’água que cruzam a maior metrópole do país


Tietê, Tamanduateí, Pinheiros, Anhangabaú... Parece incrível, mas a cidade de São Paulo está assentada sobre cerca de 1.500 quilômetros de rios e córregos. Esta é uma das revelações contidas no filme Sobre Rios e Córregos, do diretor Camilo Tavares.
O documentário aborda o histórico de uma convivência conflituosa entre a água e a metrópole, marcada por desvios de curso de rios, especulação imobiliária e habitação irregular na metrópole paulistana.
Por meio de depoimentos de especialistas, como a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik e o cientista José Galizia Tundisi, e moradores, entre eles o escritor e roteirista Fernando Bonassi e o ator Roberto Audio, do Grupo Teatro da Vertigem, o filme traça um painel da relação - nem sempre positiva - entre a cidade e seus cursos d'água, muito deles transformados em esgoto a céu aberto.
Entre outros problemas, Sobre Rios e Córregos discute a canalização dos rios, solução encontrada por urbanistas para expandir a malha viária da cidade. "Os rios transformados em canais tamponados para serem avenidas ligam perversamente o caos do trânsito com o caos das inundações", adverte Raquel Rolnik. "A canalização provoca inundações."
Com belas imagens da capital, de seus rios, córregos e represas, o filme é um alerta sobre a necessidade de preservarmos o patrimônio hídrico que nos cerca, tão importante para a preservação da qualidade de vida nas nossas cidades.

 

Confira trecho do filme "Rios e Córregos":

 

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Vista aérea do córrego do Crispim, feita a partir do balão do WWF-Brasil
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
Feito com estrutura de bambu, o viveiro será mantido e cuidado pela comunidade local
A expedição visitou o início do córrego Crispim, a poucos metros da nascente, onde a água nasce límpida
Integrantes da expedição recebem informações de técnico da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) sobre a nascente do Crispim e sobre a captação de água no local
Os incêndios são frequentes no entorno do córrego do Crispim, degradando a vegetação que protege o curso de água.
Travessia do córrego, rumo à foz.
Por falta de segurança e contaminação das águas, a população local deixou de frequentar as belas cachoeiras que se formam na foz do córrego Crispim, onde ele se junta ao córrego Alagados
Incêndios florestais são comuns à beira do córrego: um problema que o Projeto Bacias buscará minimizar.
Integrantes da expedição caminham rumo à foz do Crispim.