03/05/2012

AMBIENTE

A ilha do lixo

Arquipélago das Maldivas não sabe o que fazer com as toneladas de detritos geradas por hotéis e pela população local


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Consideradas um dos destinos turísticos mais deslumbrantes do planeta, as ilhas Maldivas, no meio do oceano Índico, estão sofrendo com a geração de lixo pela indústria do turismo e pelos habitantes do arquipélago. São 300 toneladas de resíduos por dia.
Há alguns anos, as autoridades locais decidiram transformar uma antiga lagoa submersa, porém rente à superfície, chamada Thilafushi, em aterro sanitário. Suas margens foram aterradas com lixo vindo de muitas das 1.200 pequenas ilhas que formam as Maldivas.
A solução funcionou por algum tempo, mas com o aumento do fluxo de turistas nas duas últimas décadas o aterro, situado a 7 quilômetros da capital Malé, chegou ao seu limite.
A pilha de lixo formou uma espécie de ilha artificial e substâncias tóxicas poluem o solo e a água. Mesmo assim, como não há outro lugar para destinação dos detritos, o aterro continua recebendo milhares de toneladas mensalmente, fazendo com que a "ilha do lixo" aumente 1 metro quadrado por dia.
O pior é que todo tipo de resíduo é despejado no local, sem qualquer controle. Segundo o ambientalista Ali Rilwan, entrevistado pela revista Veja, "dá para ver [no local] equipamentos eletrônicos, baterias usadas, material com amianto e chumbo e outros produtos potencialmente perigosos misturados ao resíduo sólido municipal sendo lançados na água".
No final de 2011, de acordo com a revista, o governo fechou o acesso ao local por alguns dias para efetuar uma limpeza. Os ambientalistas, no entanto, afirmam que a medida é insuficiente e o transbordamento das águas poluídas é uma questão de tempo.

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