31/03/2011

Hidrelétricas: aproveitar ou reduzir?

O Brasil tem o terceiro maior potencial hidrelétrico do mundo, mas a dependência pelas usinas pode prejudicar o fornecimento de energia

Hidrelétricas

Usina de Itaipu

Poucas nações têm tantos recursos - e privilégios - naturais como o Brasil. O maior país da América Latina conta com mais de 10% de toda a água doce do planeta, e grande parte dela é responsável por um dos maiores potenciais hidrelétricos do mundo, estimado em 260 mil megawatts.

Quase 70% da energia elétrica produzida no Brasil vêm dos rios, enquanto a média mundial é de 25%.

O potencial hidráulico do Brasil é o 3º maior do mundo, como mostra um vídeo exibido na exposição Água na Oca. Mas apenas um terço desse potencial é aproveitado. Por isso, o governo brasileiro está dando prioridade à implantação de novas usinas - são mais de 300 em construção e 403 usinas em pleno funcionamento.

A maior delas, a usina de Itaipu, fica na fronteira do Brasil e Paraguai e gera energia para os dois países. Até pouco tempo, Itaipu era a maior usina hidrelétrica do mundo, com capacidade para 91 terawatts por hora. O título foi perdido para a gigantesca Três Gargantas, instalada no rio Yang-Tsé, na China.

As hidrelétricas são consideradas fontes de energia limpa e renovável. São mais vantajosas que as termoelétricas, que precisam queimar carvão ou óleo combustível para mover as turbinas, jogando na atmosfera toneladas de gases do efeito estufa. Para comparar, o Brasil teria que queimar 536 mil barris de petróleo por dia para gerar, em usinas termoelétricas, a potência de Itaipu.

Mas, durante os períodos de seca, o funcionamento das hidrelétricas é afetado com a redução drástica da vazão dos rios. A dependência do país pela fonte hidráulica deixa a população suscetível a apagões.

Outro problema das hidrelétricas é a construção de barragens, que alaga grandes áreas e obriga a remoção de populações, causando drásticos impactos ambientais, sociais e econômicos.

Por isso, o Brasil precisa aproveitar também outros potenciais energéticos, também abundantes por aqui, como a energia dos ventos, do Sol e até a da força das ondas do oceano. Essas são fontes de energia renováveis e complementares importantes que podem garantir o fornecimento de energia das futuras gerações.

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