26/11/2010Melhor amigo do planeta
Pequenos cuidados com os resíduos dos cães economizam muitos litros de água
Quem tem cachorro sabe que o xixi desses animais tem um odor
forte, que serve para marcar os limites de seu território. No
convívio com humanos, no entanto, esse recurso, fruto de milhões de
anos de evolução, acaba sendo um problema, pois os cães dividem
seus territórios com pessoas que muitas vezes se incomodam com o
cheiro dos "sinais de odor" que os animais fincam por aí, que ainda
por cima mancham o piso ou as paredes.
Resultado: água desperdiçada. O cão faz xixi, o dono (do animal
ou do local demarcado) lava. Não passa muito tempo, acontece tudo
de novo. Se o dono lavar o local com um balde cheio de água, vai
gastar cerca de 20 litros. Mas pode ser pior, se a lavagem for com
mangueira.
Em uma das instalações do Movimento CYAN na
exposição Água, instalada no prédio da Oca, no Parque do
Ibirapuera, em São Paulo, os visitantes verão uma dica simples
sobre como evitar esse vai-e-vem de desperdício.
Ao notar que o melhor amigo levantou a perna para fazer xixi, o
dono deve agir rápido e conduzir o cão para um local com terra ou
grama. Ali, o cachorro pode aliviar-se sem preocupação para
ninguém, pois boa parte da urina vai ser absorvida pelo solo, em
geral reduzindo o odor a níveis só detectáveis por um nariz
poderoso como o de outro cão.
Ou seja, os sinais que demarcam o território continuam ali, mas
só são percebidos por aqueles a quem eles se destinam. Falta só os
donos das calçadas das nossas cidades investirem um pouco mais em
gramados e canteiros.