Dia mundial da água

Evento

Especialistas e personalidades compartilham suas ideias sobre a água num debate inédito

Dezesseis perguntas, 16 pessoas numa mesa redonda, 16 câmeras em frente a cada convidado. Simultaneamente, eles respondem às questões sobre o tema do dia, a água. Cada participante tem uma origem e uma bagagem diferente e estão dispostos a compartilhar conhecimento, insights e sentimentos sobre o precioso recurso natural.

O surfista de ondas grandes Carlos Burle, o artista plástico Eduardo Srur, o velejador Amir Klink e o editor da Trip Paulo Lima são algumas das presenças do debate marcado pela diversidade e liberdade de expressão, que aconteceu dentro da mega exposição Água na Oca, instalada no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, no dia 22 de março.

O evento fez parte do Dia Mundial da Água (http://www.worldwaterday.org), celebrado de várias formas em todo o mundo. Os participantes encararam o desafio de pensar como utilizar melhor o recurso, como mediar os conflitos pela água, como afastar o medo da escassez e discutir qual é, afinal, o limite para a quantidade que o ser humano pode tirar da natureza para uso próprio.

Ora polêmicas, ora inspiradoras, as dúvidas que o tema suscita, uma vez compartilhadas, podem ajudar a elucidar e enfrentar o problema.

Inspiração

Palco de queima de livros vira ponto da livre expressão da diversidade

O evento que o Movimento Cyan vai promover em comemoração ao Dia Mundial da Água, na Oca, tem como inspiração o Table of Free Voices, (Droppingknowledge) uma mesa redonda realizada em Berlim em 2006. Um grupo de 112 pessoas de diversas origens e áreas do conhecimento sentaram-se em círculo para compartilhar suas ideias e emoções sobre temas de importância global, numa celebração vívida do poder da diversidade cultural e da livre expressão da criatividade.

Elas responderam a 100 perguntas elaboradas por gente de todo o mundo sobre direitos humanos e direitos do planeta, economia, governança, sustentabilidade ecológica, consciência coletiva, paz e guerra, artes, ciências, tecnologia e tradições antigas.

A cena aconteceu na histórica praça Bebelplatz, na capital alemã, palco de um ato de crueldade cometido pelos nazistas em 1933, que queimaram mais de 20 mil livros considerados proibidos pelo regime de Hitler. A praça virou um local de resistência e celebração da liberdade de expressão e o resultado do Table of Free Voices demonstrou que pensamentos, reflexões e insights transformadores nos convidam a reimaginar a si próprio e o mundo.

Perguntas

1Afinal, a água do planeta vai acabar? veja o post

2Como convencer as pessoas a economizar quando a mídia sempre noticia enchentes e inundações? veja o post

3O que eu posso fazer, e falar para os outros fazerem, para afastar o medo da falta de água no futuro? veja o post

4Qual é o principal problema relacionado à água? veja o post

5A solução para a falta de água vem de iniciativas globais ou ações localizadas? veja o post

6Um tribunal internacional resolveria os conflitos pela água entre os países? veja o post

7O que fazer para que água tratada e esgoto sejam prioridade dos governos? veja o post

8Deveria existir um limite para o volume de água retirado dos mananciais? veja o post

9As pessoas repensariam seu consumo se soubessem o volume de água usado na fabricação dos produtos? veja o post

10Qual é a nossa responsabilidade na poluição dos rios? veja o post

11O que podemos aprender com as enchentes no Rio neste ano? veja o post

12Como combater a escassez: com política, tecnologia ou a ação comunitária? veja o post

13China e Índia deverão sofrer grave falta de água no futuro. O que irá acontecer? veja o post

14Qual é o gasto de água mais difícil de reduzir? veja o post

15O que dizer às pessoas da aldeia Khapi, na Bolívia, quando a geleira que abastece suas casas deixar de existir, em dez anos? veja o post

16Como fazer para as idéias desse painel alcançarem o mundo? veja o post

Confira quem

  • Amir Klink
    Amir Klink
  • Oskar Metsavaht
    Oskar Metsavaht
  • Eneas Salati
    Eneas Salati
  • Lito Rodriguez
    Lito Rodriguez
  • Carlos Burle
    Carlos Burle
  • Marcello Dantas
    Marcello Dantas
  • Gesner Oliveira
    Gesner Oliveira
  • Valério Maximo Gambogi Parreira
    Valério Maximo Gambogi Parreira
  • Nizan Guanaes
    Nizan Guanaes
  • Eduardo Srur
    Eduardo Srur
  • Nanci Begnini Giugno
    Nanci Begnini Giugno
  • Paulo Lima
    Paulo Lima
  • Ana Luiza Herzog
    Ana Luiza Herzog
  • Rodrigo Vergara
    Rodrigo Vergara
  • Samuel Roiphe Barreto
    Samuel Roiphe Barreto
  • Jon Rose
    Jon Rose

O Futuro da Água

Especialistas, personalidades e formadores de opinião discutem em um evento inovador os desafios e ameaças que pairam sobre os recursos hídricos do planeta.

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Amir Klink

Amir Klink tem muitas histórias para contar. Paulistano, fillho de pai libanês e mãe sueca, desde pequeno frequenta a região de Paraty (RJ). A cidade histórica é o lugar que inspirou o velejador e comandante de embarcação a viajar pelo mundo. Aos 28 anos, Klink finalizou a construção do seu primeiro barco, o I.A.T., com o qual fez a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. A jornada de 3.700 milhas e 100 dias pelo Atlântico deu origem ao best seller Cem Dias entre o Céu e o Mar.

Em 1986 realizou a primeira de suas 15 viagens à Antártica. Com o barco Paratii, construído por ele mesmo, Klink estréia como velejador em uma viagem solitária de 642 dias, passando sete meses imóvel em uma invernagem antártica, uma aventura relatada no livro Entre Dois Pólos.

Em nova jornada solitária, de circunavegação polar, passou 88 dias embarcado, o que gerou mais um livro, Mar sem Fim. Repetiu a dose, dessa vez com tripulação e lançou seu último livro, Linha D’água. Amir Klink é sócio-fundador do Museu do Mar, sobre embarcações brasileiras, em São Francisco do Sul, Santa Catarina.

 
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PERGUNTA 1

A ONU já demonstrou ser incapaz de cumprir sua missão de manter a paz no mundo. Sendo assim, você acha que um tribunal internacional seria uma boa maneira de mediar os conflitos pela água, que há tanto tempo ocorrem em tantas regiões do globo? Se não, como resolver essa questão?

Valerio Maximo Gambogi Parreira

 

Colaborador de carreira da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), Valério Maximo Gambogi Parreira tem enorme bagagem quando o assunto é abastecimento de água.

Na empresa, Valério ocupou vários cargos de gerência e participou ativamente das negociações para a expansão de mercado que a empresa teve durante todo esse período, gerenciando operações de melhoria de atendimento à população . Hoje é direitor de Operação Sudoeste da Copasa.

 

Confira o Making Off do Evento do Dia Mundial da Água, que aconteceu na Exposição Água na Oca.