Bacias do DF têm qualidade de
água estável
Movimento CYAN monitora 6
córregos na região
Em maio, a qualidade da água nos seis córregos monitorados pelo
projeto Bacias foi avaliada como "aceitável", o estágio
intermediário em uma escala de cinco níveis, que vai de "ótima" a
"péssima".
Segundo a antropóloga Viviane Junqueira, coordenadora de projetos
do IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), que
participa das atividades nas bacias do Distrito Federal, isso
significa que os cursos de água estão saudáveis. Porém, Viviane
alerta que a metodologia utilizada para o monitoramento não permite
dizer se a água é potável ou se serve para banho e lazer. Para
isso, seria preciso uma análise mais aprofundada, que não é o
objetivo do monitoramento promovido pelo Movimento CYAN.
"O índice que nossa metodologia produz é uma somatória de vários
parâmetros. Ela serve mais para a gente poder acompanhar a variação
da qualidade da água e identificar eventuais problemas que ocorram
do que para instruir sobre o que pode e o que não pode fazer com a
água desses córregos."
Para saber mais sobre como é feita a medição ou sobre como
utilizar os dados, clique aqui.
O monitoramento das bacias é realizado por moradores da vizinhança
dos cursos de água. Ao envolver a comunidade de entorno nessas
atividades, o projeto Bacias pretende aumentar o grau de
consciência e de alerta das pessoas sobre as águas na região.
"À medida em que as pessoas visitam o rio regularmente, passam a
prestar mais atenção aos sinais que ele dá. O cheiro, a aparência.
Se os parâmetros mudarem bruscamente, a gente sabe que aconteceu
alguma coisa e investiga. No córrego do Urubu, por exemplo,
detectamos rapidamente um despejo de esgoto, o que permitiu agir
antes que o estrago fosse maior", diz Viviane.
Desde setembro do ano passado, quando o monitoramento começou, a pior qualidade foi
detectada no córrego Crispim, em abril. Foi a única ocasião em que
uma amostra de água foi qualificada como "ruim".
Em todos os córregos, as medições são feitas em dois pontos, um
deles mais próximo da nascente, como forma de medir o grau de
degradação da água ao longo do curso do córrego.
Em geral, não houve sinal de degradação da qualidade da água ao
longo do percurso, a não ser no córrego do Torto. Na última
medição, embora ambas as amostras tenham sido classificadas dentro
da faixa de qualidade "aceitável", o índice mostrou uma piora de
quase 20%.
Clique aqui e veja na tabela a qualidade da
água em cada ponto de monitoramento.