27/12/2010
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Pesquisa ouviu 608 pessoas
Levantamento do Movimento CYAN com a população da bacia do córrego do Crispim faz parte de mapeamento da situação da água

Foram 608 questionários aplicados, numa amostra que corresponde a
aproximadamente
20% da população da região
No mês de novembro, estudantes da Faculdade
Juscelino Kubitschek aplicaram
questionários à população do entorno da bacia do córrego do
Crispim, no Distrito Federal, onde se desenvolve o
programa-piloto do
Projeto Bacias. Trata-se de uma das fases do
ecomapeamento promovido pelo Movimento
CYAN, em parceria com o WWF-Brasil e o Instituto Internacional de Educação do Brasil
(IEB). O ecomapeamento servirá para orientar as ações de
conservação da bacia do córrego, objetivo do projeto. A experiência
no Crispim é um projeto-piloto, que será estendido no futuro a
todas as bacias hidrográficas nas quais estão instaladas as 34
fábricas da Ambev, parceira do Movimento CYAN.
Entre os 30 alunos de Letras, História e Pedagogia selecionados
para participar do levantamento, em troca de descontos na
mensalidade dos seus cursos, apenas quatro deixaram a pesquisa ao
longo do caminho. "A maioria ficou encantada com o trabalho. Até
então, nenhum deles havia participado de uma atividade de
intervenção social", conta a antropóloga Viviane Junqueira dos
Santos, assessora de comunicação institucional do IEB que
acompanhou o levantamento de perto.
No final das contas, 608 questionários foram aplicados, uma
amostra de cerca de 20% da população da região. Houve entrevistas
com pessoas da área urbana e rural. Viviane notou que há vários
pequenos comércios ao longo da microbacia hidrográfica, de lan
houses a cabeleireiros. Além disso, deu para identificar problemas
ligados à enxurrada e ao lixo.
A aplicação de formulários é a primeira fase do levantamento. A
segunda parte será realizada em janeiro. Dentre os 608
entrevistados, algumas lideranças locais foram identificadas - como,
por exemplo, diretores de escolas. Cerca de 20 a 25 das lideranças
serão convidadas para uma segunda rodada de perguntas. É uma etapa
de entrevistas qualificadas, com conversas mais longas e conduzidas
por três antropólogos.
"O que será levantado na segunda fase afinará as informações
coletadas de modo mais genérico na primeira etapa", explica
Viviane. Os dados obtidos gerarão um livreto, que será lançado
entre o final de janeiro e início de fevereiro de 2011, com todas
as informações tabuladas. Futuramente, os dados serão discutidos
com a população em reuniões comunitárias.